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2004-09-17

As recomendações da OCDE

1. - Para corrigir a situação das finanças públicas:
- Manter o programa de redução do défice estrutural em meio ponto percentual do PIB, através de cortes de despesa

- Evitar o excessivo optimismo na elaboração na elaboração dos orçamentos, obrigando depois a medidas extraordinárias.

Concretizar reformas aprovadas, como sejam:


Encerramento de serviços do estado e realocação de funcionários.
Racionalização da rede escolar.
Aumento das propinas nas universidades.
Promoção do uso de medicamentos genéricos.


2. - Para aumentar a produtividade.
- Aumentar as habilitações os trabalhadores.
- Facilitar a legislação laboral.
- Intensificar a utilização das tecnologias de informação e comunicação.
- Considerar a produção de nova legislação de concorrência e regulação de mercado.
- Criar condições de investimento em inovação do sector privado.


3. - Para reformar a segurança social.
- Incentivar o aumento da idade de reforma.
- Indexar o aumento das pensões à inflação.
- Aumentar a tributação sobre rendimentos de pensão.
- Ajustar as taxas à variação das estimativas de esperança de vida.


O que seria se todas estas recomendações fossem implementadas pelo governo.
A esquerda faria com certeza uma revolução.

É que aqui estão as reformas contra as quais a oposição resiste veementemente.
Podemos concluir que neste momento a esquerda abertamente uma força conservadora e resiste às reformas necessárias para a evolução do pais.

E esta conclusão pode ser feita, pois as recomendações são feitas por uma organização inquestionavelmente competente e isenta. Organização essa muitas vezes invocada pelos partidos de esquerda, quando isso lhe convêm.

Gostaria, por fim, por chamar a atenção às medidas propostas para reforçar a segurança social. São todas elas medidas, que os sindicatos rejeitam liminarmente fazendo mesmo cavalo de batalha na luta contra elas.

Interessante verificar que neste caso alguns órgão da comunicação social, como a TSF - rádio dos sindicatos, nada disse sobre este assunto. Não interessava nada. Ia descridibilizar muitos dos seus amigos sindicalistas. É triste termos imprensa assim.


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