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2004-09-15

Ponto Negro da Imprensa - 14 de Setembro 2004 


Tempo de Antena

A subserviência de António José Teixeira

O que poderia ser um bom programa, visto Dr. Mário Soares ser um politico incontornável da nossa vida politica, é de facto um momento de propaganda socialista primária.

Devido à actuação apagada e controlada de António José Teixeira, o agora radical Dr. Mário Soares tem possibilidade de explanar (embora cada vez com mais dificuldades) as suas ideias já tão vistas e usadas.

Esperava que um jornalista profissional colocasse algumas questões pertinentes, mas o que verificamos é que o jornalista é um mero perguntador. Esta actuação não é, de forma alguma, abonatória para a classe dos jornalistas.

Não assistia a este programa à alguns meses e fiquei surpreendido pelo facto de uma importante parte do programa tinha sido gasto a dizer o mesmo de sempre:

- A constante defesa do clã Soares.

- A raiva incontida a Bush, Blair e Aznar. É um assunto sem tempo de antena.
O Bloco Extremista já não o utiliza, pois não é mediático. E na escolha dos temas a
focar o BE é exímio.

- O ataque constante ao governo, tendo um discurso que poderia ser de S. Tomás - Façam o que ele diz, não façam o que ele faz. Ninguém esquece os anos em que o Dr. Mário Soares foi Primeiro-Ministro.

- A utilização da expressão " ... mas isso toda a gente sabe ... " , quando quer justificar uma afirmação e não tem argumentação.

Ex. " Toda a gente sabe que José Maria Aznar, caiu do céu para o inferno e que agora está muito mal visto, em Espanha". Felizmente, nem toda a gente sabe.

Dr. Mário Soares - Tem de conter a sua raiva, pois ainda estamos em democracia e a sua opinião, como muito bem sabe, não é a maioritária.

António José Teixeira - Seja profissional, não seja um pau mandado, seja jornalista. No mínimo, incomode um pouco. Aquilo não é tempo de antena do PS.

Comments:
Mário Soares tornou-se um icone da política portuguesa. Nenhum comentarista ou jornalista tem a "ousadia" de desmontar a ideia de que M.Soares é um "grande" político.

Foi sem dúvida o político que mais marcou Portugal desde o 25/Abril. Mas isso não é nenhum diploma de excelência. Antes pelo contrário. Se considerarmos que o país tem marcado passo nestes 30 anos (talvez recuado em relação à Europa), devido a um mau regime e a uma fraca casta de políticos, devido a Presidências (algumas em que esteve envolvido), devido a governos (alguns onde também esteve), então Mário Soares representa bem o papel de "bon-vivant" vaidoso, pouco importado com o verdadeiro estado de pobreza em que se encontra grande parte do zé português.

O facto de num dado momento histórico ter ajudado na luta contra as ditaduras esquerdistas, não lhe dá credênciais para além disso. Também Otelo ajudou no 25 de Abril e depois foi o que se viu.

Mário Soares não é mais do que "um" dos nossos políticos, que não conseguiram em 30 anos e com as ajudas Europeias sair da cepa-torta, criando nesses anos todos a grave situação financeira e de falta de estruturas que se verificam neste momento.
 
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